•  segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Presos produzem 5,8 milhões de máscaras contra COVID-19

Pelo menos 288 reeducandos custodiados em dez presídios paulistas têm colaborado diariamente no combate ao coronavírus por meio da produção de máscaras de proteção. Em cinco meses, foram confeccionadas 5.879.862 máscaras (descartáveis e reutilizáveis, incluindo o modelo face shield).

Somente na região do Vale do Paraíba, foram produzidas 2.182.793 máscaras em 5 unidades fabris instaladas em unidades prisionais em Tremembé. Isso representa 37% de toda a produção estadual. Deste total, 115.738 são máscaras infantis. A produção na região ainda inclui outros itens, como aventais e toucas, com a marca de 108.635 peças confeccionadas.

Inicialmente, a linha de produção era focada nos modelos descartáveis. Depois, as oficinas da Funap ampliaram para as máscaras reutilizáveis. O portifólio da Funap também inclui toucas, aventais descartáveis e protetores faciais.

Em 31 de agosto, durante reunião do Comitê Empresarial Solidário contra a COVID-19, o Secretário da Administração Penitenciária, Coronel Nivaldo Cesar Restivo, anunciou que vai doar 500 mil máscaras ao Fundo Social paulista. A doação se soma a outra, anterior, de outras 500 mil doadas máscaras à Secretaria de Desenvolvimento Social.

As duas doações equivalem a R$ 605 mil, considerando o custo de produção, insumos e a remuneração dos presos, conforme determina a Lei de Execução Penal, que prevê o pagamento de pelo menos três quartos do salário mínimo. “Essas máscaras serão distribuídas às pessoas mais vulneráveis e mais necessitadas”, afirma Restivo. “Os reeducandos seguem um rigoroso padrão de higiene e obedecem a protocolo de proteção sanitária aprovado pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas”, completa.

Acesso à população

As máscaras já vêm sido adquiridas pelas forças de segurança e órgão públicos e estão à disposição para compra realizada pela sociedade em geral nas regionais da Funap de Mirandópolis, Campinas, Taubaté e Araraquara, além da sede da Funap, na Rua Líbero Badaró, no centro da capital.

 

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