•  segunda-feira, 26 de outubro de 2020

Justiça inocenta empresário acusado de estuprar Mariana Ferrer

André de Camargo Aranha, empresário acusado de estuprar a influenciadora Mariana Ferrer, em um beach club em Florianópolis (SC) no ano de 2018, foi absolvido pela Justiça, segundo sentença publicada nesta quarta-feira (9). O juiz Rudson Marcos, da 3ª Vara Criminal de Florianópolis, julgou como improcedentes as denúncias da jovem.

Universa teve acesso à sentença do caso, que correu em segredo de justiça. A conclusão das autoridades foi de que “não há provas contundentes nos autos a corroborar a versão acusatória”. Ao todo, durante a investigação, foram ouvidas 22 testemunhas, além do acusado e da suposta vítima. Na defesa, André confirma ter tido contato sexual com a jovem, mas nega que o ato tenha sido consumado e que tenha agido de forma violenta. Antes da sentença, foram realizados seis exames periciais, além de uma ação de busca e apreensão de perícia dos equipamentos eletrônicos do acusado.

A defesa do empresário chama de “fantasiosa” a versão contada pela influenciadora, de que teria sido dopada e, posteriormente, abusada sexualmente por André. Já a família de Mariana é categórica em afirmar que os fatos que ocorreram naquela noite teriam causado na jovem sequelas psicológicas irreversíveis.

Nas redes sociais, a decisão judicial vem sendo questionada. O termo “estuprador” está entre os mais comentados do Twitter e já foi citado mais de 246 mil vezes, fazendo referência ao caso. Em resposta às manifestações contrárias, a Associação dos Magistrados Catarinenses (AMC) divulgou uma nota afirmando que a sentença “dá conta da absolvição do réu denunciado pela suposta prática de estupro de vulnerável com base nas provas produzidas nos autos e, também, em razão da manifestação do Ministério Público de Santa Catarina, que considerou as provas do processo insuficientes para amparar a condenação”.

A nota afirma ainda que eventuais descontentamentos com a decisão devem ser apresentados formalmente à Justiça e que “ofensas pessoais e ameaças ao magistrado serão devidamente apuradas” e que “seus autores serão responsabilizados nos termos da lei”.

Procuradas por Universa, Mariana e sua família ainda não haviam se pronunciado sobre a sentença até a conclusão desta reportagem. O espaço segue aberto para que comentem sobre o caso.

Fora do Instagram

Há menos de um mês, Mariana teve sua conta no Instagram removida por ordem judicial. A jovem usou, em diferentes momentos, suas redes sociais para dividir registros do que teria acontecido na noite em que afirma ter sido estuprada —e, com o apoio de outros perfis com alto número de seguidores, seu caso ganhou visibilidade. Em vídeos postados em suas redes, ela aparece sendo levada pela mão por um homem em uma das escadas da casa noturna de luxo Cafe de La Musique. O relato, no qual afirma que “sua virgindade foi roubada junto com seus sonhos”, ainda pode ser visto na íntegra em sua conta oficial no Twitter:

https://twitter.com/marianaferrerw/status/1245860737945227269?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1245860737945227269%7Ctwgr%5Eshare_2&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.uol.com.br%2Funiversa%2Fnoticias%2Fredacao%2F2020%2F09%2F10%2Fjustica-inocenta-empresario-acusado-de-estuprar-mariana-ferrer.htm

Relembre o caso

Em 15 de dezembro de 2018, Mariana Ferrer, blogueira de moda conhecida como Mari Ferrer, trabalhava em um evento promovido pelo estabelecimento, em Florianópolis, como embaixadora da casa — divulgando o espaço nas redes sociais. Segundo a mãe da jovem, em entrevista para Universa concedida em novembro de 2019, ela chegou em casa do trabalho chorando muito, com o body e a calcinha que usava ensanguentados. A roupa que usava também estaria com forte odor de esperma. No dia seguinte, Mariana registrou um boletim de ocorrência de estupro. Em exame pericial feito com o esperma encontrado na roupa da jovem, foi constatado que o material era compatível com o DNA do empresário paulistano André de Camargo Aranha. Em julho de 2019, ele se tornou réu do caso, investigado como estupro de vulnerável.

 

#justiçapormarianaferrer

 

Fonte: UOL

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