•  terça-feira, 20 de outubro de 2020

Museus reabrem a partir desta terça na cidade de São Paulo

Os museus da cidade de São Paulo voltam a funcionar, com restrições, a partir desta terça-feira (13).

A reabertura foi permitida pela prefeitura na última sexta-feira (9), após a capital paulista avançar à fase verde do plano de flexibilização econômica estadual.

Fechado fisicamente desde o dia 17 de março, o Masp reabre para o público nesta tarde com cinco exposições que abordam a dança como tema principal, e manterá a política de entrada gratuita às terças-feiras.

Para comprar ou retirar os ingressos, mesmos nos em dias em que a visitação não é cobrada, é preciso entrar no site do museu. As bilheterias permanecerão fechadas.

O uso de máscara é obrigatório pelos funcionários e pelos visitantes e as instituições podem funcionar com 60% da capacidade máxima.

Além do Masp, o Instituto Moreira Salles, o Itaú Cultural e o MAM também voltam a receber o público nesta terça.

Entre as instituições que retomam o atendimento presencial ao público a partir dos próximos dias estão:

Memorial da América Latina, Casa das Rosas, Casa Mário de Andrade, Memorial da Resistência, Museu do Futebol, Pinacoteca de São Paulo, Sala São Paulo, Biblioteca de São Paulo e Biblioteca Parque Villa-Lobos, Museu da Casa Brasileira, MIS, Museu de Arte Sacra de São Paulo, Paço das Artes, Oficinas Culturais, Fábricas de Cultura, Museu Afro Brasil, Museu Catavento, Museu da Imigração, Theatro São Pedro. (Confira a agenda abaixo).

Fase verde

 

Atividades culturais com público sentado já estavam liberadas para regiões estáveis na fase amarela, mas o prefeito Bruno Covas (PSDB) havia determinado que a abertura dos setores da cultura só ocorreria quando a cidade estivesse na fase verde.

Na prática, portanto, significa que apenas agora está liberado o funcionamento de teatros, cinemas e museus na cidade. Embora o estado estipule as regras, as prefeituras têm autonomia para adotar critérios mais restritivos.

Veja as datas de reaberturas dos museus

 

Normas para reabertura de museus, exposições e galerias

 

  • Submeter todos os ambientes a um intenso processo de desinfecção prévia;
  • Todos os funcionários que apresentarem sintoma de síndrome gripal devem ser afastados;
  • Todos os visitantes deverão sujeitar-se a medição de temperatura;
  • Dar preferência a vendas online, remotas ou outros mecanismos de atendimento não presencial;
  • Não permitir aglomerações em nenhuma hipótese;
  • Visitas em grupo deverão ser limitadas a 10 pessoas respeitando as regras de distanciamento;
  • Caso formem-se filas do lado de fora do estabelecimento, responsabilizar-se por sua organização;
  • A montagem das exposições será feita de forma escalonada sempre que possível, evitando-se contato entre diferentes equipes.

 

Normas para reabertura das bibliotecas

  • Todos os usuários deverão ter a temperatura aferida;
  • Será dada preferência ao atendimento online, ocorrendo o presencial apenas quando o primeiro não for possível;
  • Deve ser evitada a divulgação e a realização de eventos;
  • É recomendado o estabelecimento de horários de visitação específicos para grupos de risco;
  • Recomenda-se separar em um local de fácil acesso os materiais de maior circulação para evitar aglomerações;
  • A ocupação do espaço da biblioteca deve se limitar a 60% da sua capacidade máxima;
  • A visita aos acervos deve ser realizada, preferencialmente, de forma individual e os visitantes sempre deverão ser orientados a utilizar álcool gel;
  • Nas salas de estudo, deverão ser ofertadas menos cadeiras, de modo a garantir que os usuários poderão sentar-se a 1,5 m de distância. Cadeiras de mesas diferentes terão o distanciamento mínimo de 1 m;
  • Dar preferência para fichas eletrônicas, que não demandem contato entre o colaborador e o visitante;
  • A conferência de ingressos deverá ser visual ou através de leitores óticos, sem contato manual por parte do atendente;
  • A devolução dos empréstimos deve ser encaminhada diretamente à área de quarentena pré-determinada por 48h e durante a devolução o contato entre usuário e funcionário deve ser evitado ao máximo.

Plano São Paulo

 

O Plano São Paulo, que regulamenta a quarentena em todo o estado, classifica as regiões do estado em cores, determinando quais locais podem avançar nas medidas de reabertura da economia.

Para começar a reabertura do estado em 1º de junho o governo dividiu o território de acordo com as 17 Divisões Regionais de Saúde (DRS).

A Grande São Paulo foi subdividida em outras 6 regiões, uma para a capital e outras 5 para cada grupo de cidades da Região Metropolitana. A flexibilização da quarentena é feita de modo diferente em cada uma dessas regiões.

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Os critérios que baseiam a classificação das regiões são:

  • Ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTIs);
  • Total de leitos por 100 mil habitantes;
  • Variação de novas internações, em comparação com a semana anterior;
  • Variação de novos casos confirmados, em comparação com a semana anterior;
  • Variação de novos óbitos confirmados, em comparação com a semana anterior.
  • Na fase verde também é considerado óbitos e casos para cada 100 mil habitantes;

 

Regiões que atingirem as fases 3 (Amarela) ou 4 (Verde) permanecerão nessas fases desde que tenham indicadores semanais inferiores a 40 internações por Covid-19 a cada 100 mil habitantes e 5 mortes a cada 100 mil habitantes.

Veja as principais regras de cada fase:

  • Fase vermelha: Permitido o funcionamento apenas de serviços essenciais.
  • Fase laranja: Também podem reabrir imobiliárias, concessionárias, escritórios, comércio e shoppings podem reabrir, mas com restrições.
  • Fase Amarela: Também podem reabrir salões de beleza, bares, restaurantes, academias, parques e atividades culturais com público sentado podem funcionar, mas com restrições.
  • Fase verde: Também podem reabrir eventos, convenções e atividades culturais com público em pé poderão voltar a acontecer quando houver uma estabilidade de quatro semanas do estado de São Paulo na fase verde (4), também com restrições.

 

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